Não é só no Brasil: Pedidos de auxílio-desemprego sobem nos EUA

O número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego subiu o correspondente a 10 mil, na semana passada, para 239 mil, de acordo com dados com ajuste sazonal divulgados nesta quinta-feira (9) pelo Departamento do Trabalho dos Estados Unidos. A expectativa de consenso, em levantamento do “The Wall Street Journal” junto a economistas, era de 230 mil para a semana até 4 de novembro.

Nas últimas semanas, Porto Rico começou a processar um conjunto de pedidos que havia permanecido represado em razão de cortes de energia elétrica derivados dos danos à infraestrutura da ilha causados pela temporada de furacões. O mesmo se aplica às Ilhas Virgens americanas, com peso menor, mas que tem demorado mais para normalizar a situação.

Apesar do ajuste de alta no número de pedidos nos EUA como um todo, a tendência nas requisições ainda está perto da mínima de 44 anos. A média móvel de quatro semanas, uma métrica considerada menos volátil, caiu o correspondente a 1.250 pedidos, para 231.250, na semana passada, o menor nível desde o começo de 1973.

seguro desemprego

O número de trabalhadores que recebem há mais de uma semana benefícios pagos a desempregados subiu em 17 mil, a 1,901 milhão, na semana encerrada em 28 de outubro – esses dados são divulgados com uma semana de defasagem.

Em outubro, a taxa de desemprego nos EUA caiu a 4,1%, o menor nível desde 2000, embora tal declínio tenha refletido, no mês, um menor número de trabalhadores em atividade ou buscando uma colocação, na medida em que a taxa de participação na força de trabalho declinou de 63,1% em setembro para 62,7% no mês seguinte.

Coreia e Trump

Do outro lado, a Casa Branca espera que um relacionamento pessoal forte facilite a negociação com um governo chinês que agora exerce autoridade suprema no país e proporcione um melhor gerenciamento da potencial instabilidade em laços bilaterais.

O pacote de negócios acordado na visita ajudou a melhorar a atmosfera. Ambos os governos afirmam ter fechado negócios que envolvem mais de US$ 250 bilhões. Entre eles, um acordo preliminar para construir um gasoduto liquefeito de gás natural no Alasca, que o governo estadual disse equivaler a US$ 43 bilhões em investimentos. Outras ofertas incluíram US$ 37 bilhões em pedidos e compromissos para comprar aviões da Boeing; US$ 12 bilhões em pedidos de equipamentos de comunicação da Qualcomm Technologies; e US $ 3,5 bilhões em pedidos de motores de aeronaves e turbinas para a General Electric. Muitos dos acordos, no entanto, são cartas de intenção ou memorandos de entendimento, não contratos reais.

Embora Trump tenha lançado uma dura retórica contra a China sobre comércio e perdas de empregos nos EUA, durante sua campanha eleitoral, sua administração se absteve em grande parte de impor penalidades drásticas contra Pequim.

O americano se comprometeu a enfrentar os desequilíbrios que destacou em suas críticas de campanha, mas sempre aliviando para a China.

“Devemos abordar imediatamente as práticas comerciais injustas que geram esse déficit”, disse ele. “Nós realmente temos que olhar para o acesso, a transferência de tecnologia forçada e o roubo de propriedade intelectual, que, por si só, está custando aos EUA pelo menos US$ 300 bilhões por ano”, acrescentou antes de inocentar Pequim. “Afinal, quem pode culpar um país por tirar proveito de outro país em benefício de seus cidadãos. Eu concedo à China um excelente crédito.”